{Empreendedorismo materno}: como e quando decidi sair do meu emprego

18 maio

Minha história com o Márcio começou no nosso antigo emprego, uma editora de livros didáticos e infantis. Foi onde nos conhecemos e depois namoramos, tivemos nosso primeiro filho, casamos e engravidei de novo. Durante a segunda gestação começamos a refletir sobre a educação dos nossos filhos, deixar ou não na escolinha o dia inteiro (foi assim dos 2 aos 5 anos com nosso mais velho), deixar com os avós ou tentar diminuir a carga horária de trabalho, por que não?

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A Dinoleta já existia desde de 2007, mas não como um negócio e sim como um freela, uma renda extra de criações feitas nas madrugadas e nos fins de semana. Durante a minha licença maternidade da Beatriz mergulhei no mundo da internet e encontrei muito conteúdo motivador e esclarecedor. Foi o momento que criamos um blog e divulgamos nosso trabalho para os internautas por lá e nas redes sociais, o retorno foi surpreendente. Às vezes o caminho está bem ali na sua frente, mas se você não levantar e ir até lá se aventurar nunca vai saber o que ele pode lhe oferecer. E durante a licença já fiquei assim feliz e encucada com aquele retorno “será que dá para viver só da Dinoleta, do que eu amo fazer e ao lado dos meus amores?”

Descobri um blog que super me empolgou, o Assim, sim!, onde encontrei muitas pessoas que pensavam igual, que trabalhavam com arte e criatividade. Infelizmente o blog não é mais atualizado, mas o conteúdo que está disponível é muito rico, vale a pena entrar e ler os posts. De lá tirei muita motivação e acreditei mais ainda que esse seria um caminho certo, minha licença já estava acabando e estava tranquila porque o Márcio (ele era ilustrador na editora) já tinha negociado e trabalhava somente em um turno do dia, mas isso não foi o suficiente e não ficamos felizes. Minha mãe precisava ajudar cuidando dos netos, afinal como cuidar da casa, de uma criança e um bebê sozinho e ainda sobrar tempo para trabalhar, né?! O Márcio é um super paizão, daqueles que acorda de madrugada, que troca fralda, que dá remédio, mas também não é super-herói para fazer mágica!

O medo e a decisão

Quando voltei da licença logo depois o Márcio saiu da editora e aí aumentou ainda mais a minha vontade de sair… gostava do trabalho, adoro produção de livros, o público infantil e tinha um salário bom. Mas na verdade acho que senti muita falta de trabalhar com meu maridão e ciúmes de saber que ele estava mais perto dos meninos que eu :/

Ainda um pouco insegura, esperei um tempinho passar e tentei negociar um meio horário, mas como eu era supervisora do setor minha chefe não queria e foi me empurrando com a resposta, os meses passavam e nada de uma resposta definitiva… a saudade das crianças batendo todo dia, a correria cada vez maior, o trabalho que era muito distante de casa (ficava em média 1h30 dentro do carro por dia), aquela sensação que estava jogando fora meu tempo, as fotos que o Márcio mandava para mim mostrando os meninos brincando e eu do outro lado da tela longe… foi tudo acumulando e resolvi que iria sair que não queria mas meio horário coisa nenhuma! Não aguentava mais ir para a editora pensando em Dinoleta, cada dia mais e-mails para responder e não tinha tempo para atender os clientes e como o tempo voa… mas foi o tempo que precisamos eu e marido para sentir seguros o suficiente para o negócio se firmar, afinal não era apenas um que abriu mão da carteira assinada e sim os dois! Os dois para dar conta de pagar todos os custos mensais da casa, dos filhos, do casal.

E foi aí que sai da editora, um ano depois que o Márcio já se dedicava horário integral para a Dinoleta. Impulsionada pelo amor ao que faço, pelo marido, pelos filhos, por uma vida mais livre e feliz :)

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Niver de 7 anos Pedro, poucos meses depois de sair da editora. Foto: Val+Wander

 

A instabilidade financeira

Sempre fui mais segura com dinheiro, nunca gostei de ter a conta zerada e dinheiro contado, tinha pavor de ver alguns funcionários lá na empresa pedir adiantamento todo mês para pagar contas e às vezes supérfluos como perfume, maquiagem, cremes… Nunca fui consumista, de sair e comprar um monte de roupa sem necessidade, de gastar o que não tenho e, principalmente, de comprar em prestações o que não era necessário. Mas também não sou pão dura não, viu?! Quando gosto muito de uma coisa não deixo de levar por causa do valor. Se tenho o dinheiro pago à vista e peço desconto, sempre! Somente quando não tem jeito ou quando é algo muito caro que divido (uma viagem, carro…). Por aí você pode entender como trato o meu dinheiro e perceber que isso também fez muita diferença na hora de tomar minha decisão. Quando sai do meu emprego já tinha uma pequena reserva na conta e durante o meu tempo de adaptação (aprox. 4 a 6 meses) não utilizei quase nada da reserva e coloquei como meta tentar pagar todas as contas fixas com o que conseguia ganhar naquele período. Como empreendedores nossa renda é instável, varia de acordo com pedidos fechados ao mês, mas temos uma média mensal que é certa e o suficiente para pagar todas as contas, ter nossos momentos de lazer e manter nossa reserva. Hoje conseguimos ganhar mais do que recebíamos como assalariados e isso nos faz sentir que estamos sim no caminho certo!

Escola das crianças

Pagar a mensalidade da escola era um das grandes necessidades que nos preocupava, mas sair do emprego fez essa despesa diminuir e terminou até dando mais uma forcinha para essa ideia rsrs…. O Pedro passou a ficar somente um turno na escola e a mensalidade diminui, a Beatriz ainda era bebê e resolvemos colocar na escola somente depois que completou 2 anos. Com isso, os boletos da escola não foi algo que nos assustou, foi até um incentivador! E claro que há sempre também a opção de uma escola pública, mas sabemos que na maioria das vezes não é a melhor escolha, né?! Eu mesma estudei um ano numa escola pública quando morei em Brasília, tenho boas recordações de lá, mas o ensino era realmente fraco. Então por essa e outras questões sempre priorizamos pagar uma boa escola particular para eles. E melhor? Uma escola pertinho de casa, sem trânsito para levá-los, sem precisar de um escolar, podendo almoçar todos os dias com eles e sair 15 minutinhos antes de bater o sinal :)

Bom, acho que é isso! Se me arrependo de algo? Sim, de não ter saído antes do emprego, fui medrosa demais! Essas foram as principais questões que martelaram minha cabeça durante a decisão, se tiver alguma dúvida que eu possa ajudar pode perguntar, depois vou tentar gravar um vídeo, acho que é mais fácil contar falando do que escrevendo, né?! E segue abaixo minhas dicas de hoje!

DICAS – vídeos/cursos online:

Expedição de Reconhecimento: se você ainda não se cadastrou para o mini curso online e gratuito da Rafa Cappai, vai lá que hoje já foi ao ar a terceira (e penúltima) aula. Ainda dá tempo de assistir as anteriores e fazer o cursinho completo para avaliar se o Decolalab é mesmo para você, ok? Na aula de hoje tem até exercício para te fazer descobrir qual é ou se você está no caminho certo!TCDO_04

Melodia Moreno: um outro curso online super bacana que está rolando é a Academia de Mães Empreendedoras da Melodia Moreno. Atualmente a  Mel é coach com foco nas mães que querem empreender um negócio virtual, ela tem um canal no youtube com vídeos bem bacanas e vou deixar aqui um link de um que ela fala justamente dessa mudança de empregada à empreendedora.

Na próxima segunda estou aqui de volta para contar como organizo minha rotina de home office ;)

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